Minimalismo ou maximalismo nas identidades visuais? | Blog - Agências3 - Agência de Publicidade Porto Alegre Whatsapp
23/01/2026

Minimalismo ou maximalismo nas identidades visuais?

Nos últimos anos, muitas marcas abraçaram o minimalismo como estética padrão: linhas limpas, cores neutras e simplicidade como mantra. Porém, o que antes foi tendência e símbolo de modernidade acabou se tornando um problema, porque virou regra. Com isso, diversas identidades começaram a se parecer demais entre si. 

O que as marcas buscavam: destaque e reconhecimento, acabou se transformando em um cenário oposto: identidades genéricas e facilmente confundíveis em um mar de logotipos simplificados. 

A partir dessa saturação, um novo movimento vem ganhando força: marcas revisando seus rebrandings minimalistas e buscando novamente personalidade, impacto e memorabilidade, características que o maximalismo visual entrega com intensidade. 

Como o minimalismo se tornou o padrão do mercado? 

O minimalismo surgiu como resposta ao excesso visual das décadas anteriores. A ideia era simples: remover o supérfluo e destacar apenas o essencial. A abordagem funcionou muito bem, especialmente quando grandes marcas buscavam modernização e adaptabilidade no ambiente digital. 

Com o tempo, porém, a estética virou fórmula. Muitas empresas passaram a adotar o minimalismo por segurança, acreditando que “menos é mais” resolveria tudo, e isso contribuiu para a padronização visual do mercado. 

Douglas Fontella, Diretor de Arte e Head de Criação na Agência S3, explica: “O conceito minimalista sempre teve uma pegada luxuosa e misteriosa, com comunicação segmentada. Começou nas grandes marcas de grife e nas gigantes digitais (culpa da Apple), que fizeram uma faxina na identidade, comunicação e layout das lojas, indo contra o convencional do popular.” 

Mas por que o minimalismo virou um lugar-comum? 

Porque: 

  • É fácil de aplicar em diferentes plataformas; 

  • Funciona bem em telas pequenas; 

  • Remete à modernidade e tecnologia; 

  • Minimiza ruídos visuais; 

  • É uma escolha “segura”. 

Mas exatamente essa segurança transformou o minimalismo em algo previsível. E quando todas as marcas parecem iguais, o branding perde força. 

Como Douglas também pontua: “Ao invés de implantarem o minimalismo de verdade (foco na essência), criaram a “comunicação vazia com visual limpo”. Refizeram logos e adaptaram fachadas, mas não se conectavam com o próprio público. As postagens ficaram genéricas. [...] Essa comunicação funciona apenas para marcas que são estratégicas.” 

O retorno do maximalismo 

Com consumidores hiperestimulados e mais exigentes, muitas empresas perceberam que a simplicidade extrema deixou de comunicar a essência da marca. Assim, o maximalismo ressurge como alternativa vibrante e expressiva, trazendo de volta: 

  • Riqueza de detalhes; 

  • Tipografia marcante; 

  • Cores intensas; 

  • Formas ousadas; 

  • Narrativa emocional mais forte. 
     

Douglas complementa: “A nova geração rejeita a perfeição millennial. Eles valorizam o caótico, o real e o feito por humanos. O maximalismo recupera autenticidade, essência e diferenciação.” 

Caso Jaguar: quando o minimalismo elimina a personalidade 

Em 2024, a Jaguar apresentou uma nova identidade visual minimalista, com tipografia leve e letras minúsculas, abandonando o famoso felino saltador, símbolo histórico da elegância e exclusividade dos automóveis. 

O redesign rompeu com toda a herança visual construída ao longo de décadas. Apesar da intenção de modernizar, o público reagiu negativamente: a nova marca foi percebida como genérica e pouco reconhecível. 

Neste caso, o minimalismo apagou a personalidade que diferenciava a Jaguar no mercado automotivo. 

 

Caso Pepsi: resgate histórico como estratégia 

Já a Pepsi seguiu o caminho oposto: trouxe de volta elementos clássicos dos anos 80 e 90, ativando memória afetiva e reforçando o impacto visual. O novo logo mantém o globo tricolor, mas moderniza com: 

  • Cores mais vibrantes; 

  • Tipografia em caixa alta; 

  • Borda destacada; 

  • Composição mais robusta. 

Aqui, o maximalismo não significa barulho visual, mas sim expressividade estratégica. 

A Pepsi entendeu que resgatar sua história gera reconhecimento imediato e conexão emocional. 

 

Então agora todas as marcas devem voltar ao maximalismo? 

Não. Ambos os estilos são válidos, desde que façam sentido para: 

  • A proposta de valor; 

  • O público; 

  • O posicionamento estratégico; 

  • O contexto competitivo. 

O ideal não é seguir tendências, mas entender qual estética traduz melhor a essência da marca. 

Minimalismo e maximalismo não são rivais, são caminhos estratégicos. O essencial é entender qual deles traduz melhor a essência da marca, sua história e a relação que deseja estabelecer com o público.  

Se quiser descobrir qual estética expressa melhor a personalidade da sua marca, fale com a S3!